Apesar dos prejuízos, alguns se beneficiam com a chuva
Vendedores de guarda-chuvas buscam no mau-tempo uma oportunidade para superar barreiras
Em dia de chuva é assim. Algumas pessoas se protejem da água embaixo dos toldos, outras andam desprotegidas. Uma loja no centro amanheceu inundada, e por isso deu um jeito de funcionar de portas fechadas. Outra solução para os que tiveram problemas são os baldes. E eles estão em toda a parte. Lidar com tanta água exige mesmo cuidado. E o principal objeto usado para se defender dela é o guarda-chuvas. É só caminhar no centro em dia de chuva para ver uma porção deles. Em 100 metros, uma, duas, três, quatro bancas vendendo o objeto. Caminhando mais uma quadra, encontramos mais quatro. É tanta banca que algumas dividem praticamente o mesmo espaço. E a maioria desses vendedores só aparece em dia de chuva, como a dona Rosi, que divide as atividades de comerciante e doméstica.
E tem guarda-chuvas de todos os tipos e todos os preços. Na banca da dona Rosi, eles custam de 10 a 15 reais. Mas se procurar bem, o consumidor pode encontrar o objeto vendido a 6 reais. Com tanta concorrência, os vendedores tem que se esforçar para chamar os clientes, e quem ganha é a população. O seu Rodnei, por exemplo, costuma pechinchar para atrair mais consumidores.
É... dia de chuva é assim mesmo. Alguns tem prejuízo, como esta loja de sorvetes, que fica vazia, outros tentam aproveitar para ganhar algum dinheiro, e todos tem um objetivo em comum: buscar a sobrevivência diária.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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