domingo, 6 de dezembro de 2009
Crack: um problema na cidade e no campo
O Crack tem se disseminado com velocidade. Estudos não-oficiais revelam que Pelotas já tem pelo menos 7 mil usuários da droga. Ela também é apontada como o fator determinante para o aumento da violência na cidade. Só neste ano são 50 assassinatos. Para conter este problema, os órgãos públicos tem discutido soluções para controlar o crack.
A vereadora Miriam Marroni montou um projeto chamado "mães contra o Crack", para discutir o problema. No começo elas eram 30, mas o número tem crescido rápido, e na última reunião, em outubro, já chegavam a mais de 50 mães e pais preocupados com o futuro dos filhos. Entre eles, uma característica em comum: todos lutaram contra o problema.
"Rose", que prefere não se identificar, é comerciante. O filho, de 29 anos, usa drogas desde os 13, já esteve preso, mas não conseguiu superar o problema. "A prisão foi até pior, porquê lá o **** usava drogas com os outros detentos todos os dias. Agora ele tá trabalhando, mas é só o primeiro chegar com a maconha e com o crack que ele larga tudo", contou a preocupada mãe, que não sabe mais o que fazer para solucionar o problema.
E o consumo de drogas não se restringe a cidade. "Mozart", nome fictício do engenheiro civil, morava na zona rural de Pelotas quando conheceu o crack. "No começo é tudo bom, tudo maravilhoso.... depois a droga vai te dominando.... até tu ficar viciado", disse o ex-usuário, que perdeu os dois filhos para as drogas. "O meu filho mais novo se envolveu com um homossexual para conseguir drogas e morreu envenenado. O outro ficou devendo para uma gangue e foi baleado com 9 tiros. Quando fui ver me chamaram pra reconhecer o corpo", conta o engenheiro com tranquilidade.
Para solucionar o problema, a vereadora Miriam Marroni acredita que seja necessário um tratamento diferente com os usuários. Para ela, os CAPS da cidade tem um tratamento falho, em que faltam profissionais para realizar o procedimento correto com os dependentes. Um convênio recente entre a câmara de vereadores e a UCPel vai ser responsável por construir uma ala especial para o tratamento de dependentes quimicos no hospital universitário São Franscisco de Paula.
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