Sementes forrageiras: um problema histórico
O principal alimento do gado, o pasto, tem uma histórica carência quando o assunto é a semente. Mesmo com o desenvolvimento de pesquisas para o desenvolvimento e melhoramento genético de variedades de forrageiras, no mercado, as sementes certificadas perdiam espaço para materiais mais comuns, que envolviam menores custos de produção. Segundo o pesquisador da Embrapa pecuária Sul, Daniel Montardo, uma semente com procedência genética chega ao mercado com preço mais elevado, o que pode acabar afastando o possível consumidor.
O principal alimento do gado, o pasto, tem uma histórica carência quando o assunto é a semente. Mesmo com o desenvolvimento de pesquisas para o desenvolvimento e melhoramento genético de variedades de forrageiras, no mercado, as sementes certificadas perdiam espaço para materiais mais comuns, que envolviam menores custos de produção. Segundo o pesquisador da Embrapa pecuária Sul, Daniel Montardo, uma semente com procedência genética chega ao mercado com preço mais elevado, o que pode acabar afastando o possível consumidor.O ato de usar as sementes “comuns”, como são chamadas, influenciado pelo pouco conhecimento de alguns produtores, pode levar a surpresas desagradáveis pois as sementes de baixa qualidade podem prejudicar a produção e a capacidade nutritiva do alimento.
Esta situação acabou gerando desestímulo de ambas as partes da cadeia produtiva, gerando prejuízos tanto para a pesquisa quanto para os produtores. O avanço tido por tantas outras culturas não ocorreu com as forrageiras, atrasando o processo de melhoria de um dos produtos mais consumidos e exportados daqui: a carne.Almejando um futuro diferente
Tendo em vista esse problema, que estava prejudicando imensamente todos os envolvidos, foi criada a Lei número 10.711 que prevê, a partir de 2011, a comprovação da origem genética das sementes utilizadas nos campos que fazem a multiplicação de sementes, com fins comerciais. Ou seja, quando um lote de semente for vendido deverá ser a empresa deverá informar de onde ela vem, fornecendo sua origem genética. Sem essa comprovação o comércio dessas sementes será proibido.
Com a proximidade da entrada em vigor da nova lei de sementes, a cadeia produtiva foi forçada a se organizar e, aqui na região sul, surgiu uma cooperativa de produtores e comerciantes de sementes: a Sulpasto, composta por 31 empresas. Essa cooperativa uniu esforços para financiar pesquisas no desenvolvimento de novos tipos de sementes de pastagem, ou novas cultivares, como são chamadas. O investimento foi feito nas pesquisas da UFRGS e da Embrapa Pecuária Sul, de Bagé. Em troca desse investimento as empresas de comercialização terão direitos exclusivos sobre o que será desenvolvido pela pesquisa. Segundo o presidente da Sulpasto, Auri Braga é a primeira vez que os produtores estão fomentando o trabalho de pesquisa.
Essas medidas, realizadas em conjunto, irão ajuda a reorganizar e consolidar a cadeia produtiva das sementes forrageiras, além de aumentar a transferência de tecnologia. O produtor participará ativamente do processo de pesquisa, obtendo assim mais segurança quanto aos resultados futuros. Ele também vai ser beneficiado pela pesquisa continuada na área, que será mais valoriza e irá apresentar melhores resultados.
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